Kiss
Um beijo ter-me-ia matado, não fosse a chuva. Um pressentimento anunciara-me a sua chegada; senti-o, ao longo do tempo. Chamem-me louco, que este louco pode, agora, morrer com o coração encharcado. Já o esperava.
Dá-me a mão, leva-me para a rua, raptemo-nos um ao outro cantando a nossa canção. O meu coração dança-me no peito e eu flutuo no encantamento do beijo. Deixa-me sonhar, com tanta paciência te esperei.
Não chores, não me desfaças o sonho. Deixa a chuva sublimar-nos enquanto a noite acaba e o vento nos envolve. Que maneira de atear o fogo, frio com o dealbar da manhã.
(Se) Não fosse a chuva.
Scout Niblett (Feat. Will Oldham), This Fool Can Die Now, 2007 (e mais uma tradução lateral minha).




É lindo. Mas do jeito que tem chovido por aqui, mais alguns pingos e eu deixo de achar a chuva romântica.
Quando a chuva vai escasseando por cá, é tempo de ela assentar por aí. É o ciclo da vida.
O temporal sempre deu para umas fotos?