De ti, me desuno e afasto da tua inércia… Avanço, ainda, nas cores dos teus fardos; cravo os meus pensamentos no teu rasto; no teu espaço, me perco.
Na proximidade do ser de quem sou refém apago os rastos do teu veneno, mas os espelhos vomitam a tua imagem. Mas os espelhos vomitam a tua imagem…
De ti, me desuno para apenas pensar em mim. Afasto-me da tua inércia e apenas penso em ti.
Assim, dispo-me da menor esperança, risco a tua boca e os teus olhos. O meu coração expele um ácido negro.
Na claridade de um muro entre nós não quero continuar a acreditar que sairei ilesa deste jogo. Que sairei ilesa deste jogo…
De ti, me desuno para apenas pensar em mim. Afasto-me da tua inércia e apenas penso em ti.
Mypollux, Contraires, 2006




É o jogo de não conseguir deixar de amar de um momento para o outro como quem bebe um copo de água?… É mais fácil deixar de fumar.
Bem mais fácil.
[...] minha tradução lateral (daqui a [...]