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Arquivos para a Categoria ‘Lírica’

Väri

Nela, a meiguice desperta
quando dorme

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O meu projecto de morrer é o meu ofício
Esperar é um modo de chegares
Um modo de te amar dentro do tempo
Daniel Faria, Explicação das Árvores e de Outros Animais, 1998

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Dos cinco pontos cardeais
És o maior

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- em silêncio -
o que faz ele?

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Pergunta!
Não te vou responder.
Pergunta!
Não direi o que queres ouvir.
Acusa-me!
Não quero, não sei, finjo…
Mas não te responderei!

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É gélida a espera que se prolonga
pela ausência de ti.

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É de cinzas

É de cinzas a vida
que nos comprimem neste dia

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L’amour c’est
respirer sans faire exprès

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O aquecimento global teve um arrepio
assim, de frio…
sofre a gente.
Pim!

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Homens

Homens que são como lugares mal situados
Homens que são como casas saqueadas
Que são como sítios fora dos mapas
Como pedras fora do chão
Como crianças órfãs
Homens sem fuso horário
Homens agitados sem bússola onde repousem
Homens que são como fronteiras invadidas
Que são como caminhos barricados
Homens que querem passar pelos atalhos sufocados
Homens sulfatados por todos os destinos
Desempregados das suas vidas
Homens que [...]

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Consoantes 5 - Vogais 2

O noivo do bolo
O lobo do ovino
O ovino do lobo
O bolo do noivo

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Tree on the moon

Uma vaga de tempo
lava
a memória

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Recomeça… se puderes,
sem angústia e sem pressa
e os passos que deres,
nesse caminho duro do futuro,
dá-os em liberdade,
enquanto não alcances não descanses,
de nenhum fruto queiras só metade.
Miguel Torga
Sem ligações, tantos eles são.

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Caminho sem pés e sem sonhos
só com a respiração e a cadência
da muda passagem dos sopros
caminho como um remo que se afunda.
os redemoinhos sorvem as nuvens e os peixes
para que a elevação e a profundidade se conjuguem.
avanço sem jugo e ando longe
de caminhar sobre as águas do céu.
Daniel Faria, Explicação das Árvores e de Outros Animais, [...]

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Labirinto

Não Hespérides de mim
o pomo nosso
de cada noite
mil e uma vezes
sem conta
em verso
livre dos doze
trabalhos da lua.

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