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Nem de propósito

04/06/2008

Depois desta minha incursão pelos Lusíadas, isto:

A grande invasão

 

M. A. Pina

Estamos no ano 2008 depois de Cristo (e no ano 1 depois de um brasileiro chamado Tiuí ter improvavelmente demonstrado que para marcar golos não é preciso, e às vezes só atrapalha, ter a mínima ideia do que seja jogar futebol).

Toda a Portugália está ocupada por uma coisa meio suíça meio austríaca dita “Europeu”. Toda? Não! Uma pequena aldeia de 1100 caracteres na última página de um jornal do Porto resiste ainda e sempre ao invasor.

Que digo eu? Ainda e sempre? Não. Até hoje, dia em que a foto a cores de um tornozelo foi manchete em todos os jornais e televisões de referência ou ainda menos.

Depois de ter resistido estoicamente às notícias de que a selecção comeu salmão e que o linguado que lhe foi servido num hotel suíço foi “adquirido no mercado local”, e até àquela de que “o presidente da República vai ter a honra de cumprimentar os nossos jogadores”, a irredutível aldeia portugaulesa, cabisbaixa, rende-se.

Como Gary Cooper cercado de índios por todos os lados na “charge” de Juca Chaves, que pode ela fazer para não ser acusada de antipatriotismo senão transformar-se também em índio?

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