Skip to content

Pequenas canções em prosa XI

29/06/2008

Jogo

De ti, me desuno e afasto da tua inércia… Avanço, ainda, nas cores dos teus fardos; cravo os meus pensamentos no teu rasto; no teu espaço, me perco.
Na proximidade do ser de quem sou refém apago os rastos do teu veneno, mas os espelhos vomitam a tua imagem. Mas os espelhos vomitam a tua imagem…
De ti, me desuno para apenas pensar em mim. Afasto-me da tua inércia e apenas penso em ti.
Assim, dispo-me da menor esperança, risco a tua boca e os teus olhos. O meu coração expele um ácido negro.
Na claridade de um muro entre nós não quero continuar a acreditar que sairei ilesa deste jogo. Que sairei ilesa deste jogo…
De ti, me desuno para apenas pensar em mim. Afasto-me da tua inércia e apenas penso em ti.

Mypollux, Contraires, 2006

3 comentários leave one →
  1. 29/06/2008 8:55 pm

    É o jogo de não conseguir deixar de amar de um momento para o outro como quem bebe um copo de água?… É mais fácil deixar de fumar.😉

  2. 06/07/2008 7:14 pm

    Bem mais fácil.😉

Trackbacks

  1. En rouge et en noir « (Re)nascido

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: