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Padrão I

08/11/2008

Sentada, na penumbra. Desgrenhada, esfaimada… Diante de ti, fecho os olhos para te ver melhor. Perco-me, para poder acreditar em ti. Já não te espero.
Dissolvo o meu amor-próprio no teu ácido egoísta. Sim, é isso!… Sou a tua evidência, a tua intermitência e tu gostas de mim (gargalhada). Tu gostas de mim! Sim, é isso!… Já não te espero.
Deixei de ter importância, sou o teu enigma solucionado, a tua metade já trincada, a ínfima gota de cicuta. Já não sou, não ouço, não possuo nada, vazia há cem, mil, dez mil anos que eu… com todas as minhas forças.
Sim, é isso!… Outra vez!… Sabes?… Gosto disso!…

Mypollux, Contraires (Par Défaut), 2006

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